O elogio da conversa
Hoje peguei num bloco de notas que andava perdido em gavetas há uns tempos. Precisava de alguma coisa para escrever no café e fazer um trabalhinho de casa. Um velho da Universidade do Minho, quase sem folhas, serviu-me bem. Tão bem que recebi um bónus. Numa das folhas, duas passagens por mim sarrabiscadas do Theodore Zeldin, possivelmente do Elogio da Conversa. Na altura devo-as ter passado por achar que faziam sentido. Ainda fazem.
“O herói da nossa geração não é o indivíduo, mas o casal, duas pessoas que juntas significam mais do que separadas.”
“O cérebro preguiçoso arruma-as [as ideias] em velhos cacifos, como um burocrata que não quer ter maçadas.”
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