immerse your soul in love


Tolya

Quando o vi no Curtas Vila do Conde falei dele no Rascunho. Ontem reecontrei-o no Onda Curta. Tolya, de Rodeon Brodsky, é um trabalhador de construção civil bielorrusso. A trabalhar longe da família, liga à esposa no dia internacional da mulher. Precisamente no dia em que fica sem dentes pela manhã. O desafio está em dizer que gosta sem falar. Não é sempre esse o desafio?


Israel, 2006. 10 min.


Onda Curta II

Na semana passada não vi o Onda Curta, mas encontrei no Youtube um dos filmes que passou no programa de 15 de Fevereiro: Changes, de Daniel Martínez Lara.


[Espanha, 2006. 3 min.]

Do programa de ontem, escolho Tong, um filme de animação da École Supérieure des Métiers Artistiques (ESMA). Tong é um cientista chinês que inventa um aparelho de desintegração e, sem saber muito bem como, é convocado para salvar o mundo.
(Está sem legendas, sorry.)


[França, 2007]


Dj Scotch Egg

alta baixa fevereiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi a grande revelação do último Alta Baixa. Depois do folk dos Society for the Big Nothing, Fabulosa Marquise e o Hugo Alfredo a passar (e bem) a música. O Passos estava cheio e a pulseirinha pedia para circular. Depois de atravessar a rua, degraus e degraus até ao Maus Hábitos, e uma massa de som imperceptível.
Na sala de espectáculos lá estava ele. Nipónico, claro, o rei do chiptune atirava-nos com a Nintendo à cara. And we loved it! Meet Dj Scotch Egg:

myspace

wikipedia


Onda Curta I

Nova categoria. Todas as segundas vou eleger a curta que mais gostei do Onda Curta do dia anterior. Deixarei aqui as que encontrar na internet (há muitas e na sua versão integral) ou uma referência internetiana que encontre. Usarei também esta categoria para integrar as curtas que deposito aqui aleatoriamente, fruto de pesquisas e lembranças momentâneas.

Hoje, acumulo serviço. Do programa de 1 de Fevereiro de 2009, escolho Flatlife, de Jonas Geirnaert.


[Bélgica, 2004. 11 min.]

 

Do programa de ontem não encontrei video de La Donna e Mobile, de Maurice Falise. Curta francesa de 2005, com 4 minutos foi a minha vencedora. Segue uma sinopse na língua-mãe e uma imagm do filme:

1440 croquis de Maurice Falise. Le dessin est filmé dans son état original, sans retouche ni effets vidéo. Deux personnages, statiques sur le papier, dansent sur l’écran. Leur mouvement est continu tandis que leur image change selon l’humeur de l’artiste.
La Donna e Mobile - Maurice Falise

Do Easy

Uma masterclass fundamental para os desastrados de todo o mundo, me included. É a primeira curta-metragem de Gus Van Sant.


Preciso escrever

Esta foi a única crítica menos positiva que tive oportunidade de ler, sobre o filme “O Estranho Caso de Benjamin Button”. Não estou sozinha no mundo. Uma história que poderia dar pano para mangas em vastas e profundas reflexões existenciais (irónica, mas não tanto; reparem: ). Desde a inverosimilhança da morte, ao machado tic-taqueante e irreversível da passagem do tempo. O reconhecimento e acolhimento do outro, apesar da sua permanente mudança.  Até a gestão da diferença.
Onde andou o coração do filme? De que laranja fora de tempo espremeram eles aquele sumo?
Se era para falar da História americana do século XX, com um romance banal pelo meio, mais duas aparições ridículas de um colibri, um Pitt Ralph Lauren de veleiro e motorizada e um plano final do grande relógio a ser engolido pela fúria do Katrina, não lhe tinham chamado um caso estranho.

Estou um pouco indignada, mas faz-me confusão ver uma data de lugares comuns num filme cuja história poderia ser muito mais aproveitada. O facto de Benjamin Button ter nascido “ao contrário” foi sendo relegado para segundo plano ao longo do filme. Vejam lá vocês que todos quantos se cruzavam com ele achavam a sua condição normal, e nada repugnante. Take a closer look:

bejamin-button-01_680341c1

Dorme-se bem no Insónia Permanente

Isto andava morto, mas alguém com insónias bulia com um ram-ram tal, que me despertou.
A minha Lau tem um blog. Também de música.

(Estas respirações fundas assaltam-nos a consciência e fazem-se novos votos de actividade…vamos lá ver se reanimo o bicho.)

Cantarola, menina esqueiros, cantarola.


Danças de natal

Boas festas, de preferência com danças como esta.


Salvem só as almas sem tabaco

“Eu olhava sempre com um ar de pasmo, e um tanto suspeitoso, aquelas estranhas criaturas que morriam por dinheiro, se desesperavam com a perda de uma «situação» ou se sacrificavam com grande alarde pela prosperidade da família. Eu compreendia melhor aquele amigo que se tinha proposto nunca mais fumar e que, à força de vontade, o conseguira. Certa manhã, abriu o jornal, leu que a primeira bomba H tinha explodido, informou-se acerca dos seus admiráveis efeitos e entrou sem demora numa tabacaria.”

in A Queda, Albert Camus. Livros RTP, Livros do Brasil e Editorial Verbo, 1971. p. 94.

Sim, eu rumino livros.


A Cair

“Como é difícil escapar e melindroso fazer, ao mesmo tempo, com que se admire e desculpe a própria natureza, todos procuram ser ricos. Porquê? Já o perguntou a si mesmo? Por causa do poder, certamente. Mas sobretudo porque a riqueza nos livra do julgamento imediato, nos retira da turba do metropolitano para nos fechar numa carroçaria niquelada, nos isola em vastos parques guardados, em carruagens-cama, em camarotes de luxo. A riqueza, caro amigo, não é ainda a absolvição, mas a pena suspensa, sempre fácil de conseguir…”

in A Queda, Albert Camus. Livros RTP, Livros do Brasil e Editorial Verbo, 1971. p. 89.